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Emílio Pagotto (Emílio Gozze Pagotto)

20/11/1961 – Vitória, ES

 


Compositor. Doutor em Letras pela Universidade de Campinas.
Mesmo sem saber tocar qualquer instrumento, EMÍLIO começa a compor melodias e letras aos 10 anos de idade, influenciado por canções antigas que ouvia no rádio. Tratava-se dos anos setenta, época de muitos programas culturais nas rádios, devido ao nacionalismo pregado pela ditadura militar. Sendo assim, conhece muito da música popular brasileira pela Rádio MEC. Aos 12 anos, aprende a cantar, tendo Noel Rosa como ídolo. Aos 14 anos, ganha de seus pais uma escaleta, instrumento de solo. Emílio aprende a tocar de ouvido, sem nenhum conhecimento formal sobre música.
A partir dos 16 anos, tem uma vivência cultural muito grande na escola técnica onde estuda, ao mesmo tempo em que é confrontado com sua opção profissional. Faz parte da banda da escola, que tinha um naipe só de escaletas.
As lições de música vêm apenas aos 17 anos, quando começa a trabalhar no grupo de teatro da escola técnica, em que musica uma das peças, sob orientação de uma das professoras. É ela quem se oferece a ensinar música para Emílio que, então, inicia suas aulas de piano clássico. Pelo fato de o piano ser um instrumento muito caro e fora de suas possibilidades de compra, adquire um violão com a ajuda de um irmão mais velho. Desta forma, mesmo sem ter aulas de violão, começa a tocar o instrumento.
Ao finalizar o curso técnico, opta por cursar a Faculdade de Letras buscando, exclusivamente, uma profissão para se sustentar. Não tenta a Faculdade de Música por não ter formação teórica alguma na área. Assim, segue carreira acadêmica, cursando mestrado e doutorado. Atualmente, atua como professor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), na área de lingüística. É Vice-coordenador na UFSC do Núcleo de Estudos Poético-musicais (NEPOM).

 


Emílio sempre compôs, mesmo sem estudar música com afinco. Quando residia em Vitória, ES, musica várias peças infantis, dentre elas A Lenda do Vale da Lua (1979), de autoria de João das Neves, e Camaleão e As Batatas Mágicas (1980), de Maria Clara Machado.
Forma, ainda, parceria com um dos componentes do grupo Roça de Milho, de 1980 a 1982.
Quando faz mestrado, começa a compor músicas satirizando a vida acadêmica; dentre elas, a mais conhecida é Pesquisadora do Lar, interpretada pelo grupo Cravo da Terra, de Florianópolis, entre os anos de 2002 e 2003. Emílio é autor, ainda da canção intitulada De Platão a Derrida.
Sua história em Santa Catarina tem início em 1994, quando vem lecionar na UFSC. Só começa a trabalhar os sambas que havia composto anteriormente quando passa a residir em Florianópolis.
Por volta de 1998, começa a ter aulas de violão com Luís Canela, com quem estabelece uma parceria em seguida. Já no final do doutorado, monta com Luís o show As Coisas da Gente, apresentado em 2002 no Sol da Terra. Participa também do Som Risada, show de Luís Canela com composições de Emílio. Toca ainda na Mostra Floripa em Composição.
Realiza trabalhos com o grupo Ação Zumbi, que monta espetáculos de teatro, em que musica uma peça didática. Posteriormente, reformula o mesmo texto, transformando em um musical maior: Era Uma Vez do Outro Lado, obra que trata da questão do negro. Nesta ocasião, redescobre a paixão por textos teatrais.
Faz a música A Breve História de uma Apresentadora de Televisão durante o apagão ocorrido em Florianópolis, no ano de 2003.
É convidado, pela Prefeitura de São José, a escrever a peça Ludo Real, em que fala da imigração açoriana para aquela cidade e para outra cidade, uruguaia. A peça é musicada por Ricardo Fuji e teve a direção de Lelete Couto.
Em 2005, Emílio consegue viabilizar o teatro de revista Paraíba Woman, a revista da mulher moderna, que pretende satirizar a sociedade contemporânea.
Inicia parceria com o compositor Silvio Mansani. Juntos fazem muitas músicas infantis e conseguem aprovar projeto na Lei de Incentivo à Cultura. Em 2006, pretende lançar o álbum infantil.


A pesquisadora do lar O diferencial do Tonhão De Platão a Derrida



2002: Floripa em Composição